Irmãos junioristas vivenciam missão em países da América do Sul

Irmãos junioristas vivenciam missão em países da América do Sul

De 1º a 15 de julho, os Irmãos junioristas foram enviados em missão às províncias Santa María de Los Andres e Cruz del Sur. Durante o período, conviveram fraternalmente com religiosos e comunidades peruanas, chilenas e argentinas, atuando imersos na língua espanhola. A ação faz parte do processo formativo do Juniorato, sobretudo da Dimensão do Apóstolo Marista, que solicita “disposição pessoal para viver a interculturalidade, a interprovincialidade, a disponibilidade global e o espírito missionário”. Também vai ao encontro do processo de reconfiguração da RAS e do chamado do Instituto a sermos família carismática global.

 

Os Irmãos compartilharam o relato de suas experiências.

 

Ir. João Leonardo Oliveira Cardozo – Rosário, Argentina

Irmãos junioristas vivenciam missão em países da América do Sul João Leonardo Easy Resize com

 

Fui para a comunidade de Rosário, na Província Cruz del Sur, na Argentina, para conviver com os Irmãos Gonzalo Coloma, Raúl Schönfeld, Pablo Rifarachi e Daniel Alberto, que formam a comunidade de inserção na cidade, próximo à escola social onde os Irmãos fazem presença.

 

Além da convivência fraterna, tive a oportunidade de conhecer a missão que os Irmãos desenvolvem em Rosário e em Mendoza, tanto nos colégios quanto nas obras sociais das respectivas cidades, percebendo como o legado de São Marcelino faz a diferença em tantas realidades, como alcança tantos corações, construindo oportunidades e sendo instrumento de mudanças sociais.

 

Esse tempo também foi oportuno vocacionalmente, porque estava fazendo comunidade com os dois jovens Irmãos desta Província (Daniel e Pablo), encurtando as distâncias existenciais, aproximando as nossas realidades, compartilhando desejos e sonhos para o Instituto hoje, fortalecendo-nos mutuamente, compartilhando experiências de caminhada e apontando os desafios de ser um jovem Irmão atualmente.

 

Ir. Hiury Haffid Brito e Silva – Sullana, Peru

 

Tive a grata oportunidade de partilhar vida e missão com a Comunidade Marista de Sullana, no estado de Piura, ao norte do Peru. Fui acolhido pelos Irmãos Bernardino Pascual, a quem carinhosamente chamam de Nino, Hugo Bernahola e Oscar Montenegro.

 

Em Sullana, temos duas unidades maristas: o Colégio Santa Rosa – Irmãos Maristas, um colégio particular que abriga também a comunidade dos Irmãos e que foi a minha casa durante o período em que passei; e o Colégio Marista São José Operário, um colégio social que possui mensalidade com o valor mais acessível, que contribui para a manutenção da obra.

 

A experiência se deu na naturalidade da convivência entre Irmãos, no ardor apostólico característico do nosso carisma e no desejo de compreender e acolher outra cultura, mas sempre como Maristas de Champagnat.

 

Quando me perguntavam do que eu mais gostava no Peru, a resposta era sempre a mesma: do povo. O calor da acolhida aqueceu a experiência e tornou-a única. Ao descobrirem que havia um Irmão brasileiro visitando o colégio, queriam autógrafos nas camisas e bolas de futebol, queriam me saudar em português, aprender músicas, conhecer as comidas típicas, me ouvir falar. Tudo isso era muito especial; queriam me conhecer tanto quanto eu queria conhecê-los.

 

O grande foco e insistência da minha visita acabou sendo a animação vocacional. Durante as duas semanas, tive a oportunidade de dialogar com todas as turmas de 2º e 3º anos do ensino médio (lá, 4º e 5º anos de secundária) dos dois colégios sobre ser Irmão marista hoje. Um espaço para contar sobre meu despertar vocacional, o processo de discernimento e tirar as dúvidas dos(as) estudantes sobre a vida consagrada marista. Além desses momentos, tive a oportunidade de visitar as demais turmas dos colégios, acompanhar as jornadas vocacionais do Colégio Santa Rosa, partilhar a vida com os Irmãos e conhecer um pouco da cultura e dos povoados de Piura.

 

Finalizada a experiência, voltei com o coração grato por haver vivido tantos momentos bonitos e na certeza de que, pela lei natural dos encontros, pude dar e receber.

 

Levy Menezes de Carvalho Braga – Santiago, Chile

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Realizei uma experiência missionária na cidade de Santiago, no Chile, na Província Santa María de Los Andes. Foi um tempo propício para sentir a presença de Deus em minha vida. Durante esses dias, pude formar comunidade com os Irmãos Hernán, Jesús Pérez, Germán e José Luis, e a cozinheira da casa, Gema. Foi um tempo muito bonito de viver a fraternidade marista, pois tive a oportunidade de escutar as histórias de vida e vocacionais dos Irmãos e de leigos, bem como partilhar as experiências que vivi nas unidades educativas de Santiago.

 

Tive a oportunidade de conhecer três unidades maristas: duas em Santiago e outra em Rancagua, no interior do Chile. A primeira escola que visitei foi o Colégio Marista Alonso de Ercilla. Tive contato com os anos finais, oportunidade em que falei um pouco sobre as vocações maristas. Foi uma experiência muito bonita, pois, durante nossa conversa, percebi jovens muito interessados em conhecer mais a fundo o estilo marista de ser e estar no mundo.

 

Outro centro educativo que visitei foi o Colégio Marista de La Pintana, localizado na região sul de Santiago. A escola atende mais de 2 mil alunos e oferece a crianças, adolescentes e jovens daquela região ensino básico e técnico, para que, ao saírem do ambiente escolar, estejam mais preparados para o mercado de trabalho e para a universidade. Neste espaço educativo, tive a oportunidade de falar sobre a espiritualidade e as vocações maristas com os delegados de pastoral e com alguns colaboradores, além de realizar algumas visitas às salas de aula, onde pude bater papo com os estudantes dos anos finais sobre a vida marista. Foi outro momento muito especial, no qual conheci uma realidade diferente da missão marista.

 

Na unidade marista de Rancagua, conversei com alguns colaboradores e visitei a educação infantil. As crianças, como sempre, são um sinal vivo da presença de Deus, comunicando que as coisas mais importantes da vida estão no sorrir, cantar e brincar.

 

Durante os 15 dias de missão, pude aprender e ensinar muitas coisas, mas, sem sombra de dúvidas, saí de Santiago com a esperança de que ser marista vale muito a pena. Temos um jeito especial de acolher, amar, ensinar e evangelizar crianças, adolescentes e jovens ao estilo de Maria. Por isso, tive a certeza de que é a Buena Madre quem nos ajuda a tornar seu Filho cada dia mais conhecido e amado.

 

Ir. Gustavo Gomes da Silva – Luján, Argentina

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Durante 15 dias, estive presente e vivendo junto aos Irmãos e às crianças no colégio, em Luján, Argentina. Foi um tempo bonito de fraternidade e presença significativa em um espaço acolhedor, mesmo com o frio argentino. Compartilhei momentos de fraternidade e oração com os Irmãos da Vila Marista, no jogar do bingo, assistindo TV e especialmente nas refeições e nas celebrações diárias da Eucaristia.

 

Atualmente, a comunidade é composta por sete Irmãos idosos, acompanhados por cuidadoras que, com zelo e carinho, se dedicam a eles. Sendo o mais jovem da casa e recém-chegado, fui acolhido com generosidade. Sinto-me grato pelas histórias que ouvi, pelas experiências partilhadas e, especialmente, pela acolhida calorosa dos Irmãos.

 

Neste tempo de missão, tive a oportunidade de estar presente no Colégio Marista de Luján, conhecer mais profundamente a missão vivida naquele espaço mariano e perceber como a presença dos Irmãos dá sentido ao carisma de Marcelino nos tempos atuais.

 

Chamou-me a atenção o entusiasmo das crianças, curiosas para saberem quem era aquele Irmão brasileiro. Foi enriquecedor trabalhar com os jovens sobre vocação e projeto de vida maristas. Os animadores e os jovens da Pastoral Juvenil Marista me interpelaram com perguntas sobre minha opção de vida consagrada, querendo saber como tive coragem de seguir o caminho de um Irmão marista tão jovem.

 

Senti-me profundamente agradecido à Província Cruz del Sur, na pessoa do Ir. Horácio, provincial, e do Ir. José Kuhn, que me acompanhou, guiou e partilhou comigo um bom mate em espírito de fraternidade e irmandade. Luján foi para mim um tempo de luz e alegria. Luz, por ter convivido com os Irmãos e com a comunidade escolar; alegria, por ter partilhado minha vocação com os argentinos. Levo comigo as experiências vividas, as aprendizagens recebidas e o amor renovado pela língua espanhola.

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