27 anos da canonização de São Marcelino Champagnat

CanonizacionChampagnat Vaticano

No dia 18 de abril de 1999, em missa realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, São João Paulo II anunciava oficialmente aos milhares de peregrinos presentes a santidade de São Marcelino Champagnat.

 

“São Marcelino proclamou o Evangelho com coração totalmente ardente. Ele era sensível às necessidades espirituais e educativas da sua época. […] Era também um modelo para os pais e educadores, ajudando-os a ter plena esperança nos jovens”, declarou, à época, o pontífice.

 

A cerimônia solene de canonização foi acompanhada por maristas e fiéis em todo o mundo, admiradores inspirados pelo carisma de Champagnat, que celebraram a missão e legado do educador.

 

Na oportunidade, esteve presente o Ir. Claudino Falchetto, que atestou a canonização como um reconhecimento transformador. “Muda tudo, porque o Champagnat pertence a toda a Igreja, a todos os fiéis, e será um educador modelo para todas as pessoas. Marcelino, seus projetos e suas intenções estão dentro do plano de Deus porque Deus o santificou e a Igreja o reconheceu. Que esse fato seja lançado em nossos corações em perpetuidade”, afirmou em entrevista à Rede Vida.

 

Para o Ir. Francisco das Chagas, também em depoimento concedido durante a solenidade em 1999, Champagnat é um “santo que a Igreja apresenta como modelo a seguir para os jovens, para as crianças, para as famílias, para todos aqueles que apostam em Jesus Cristo”.

 

O processo de canonização pela Igreja Católica sucede a beatificação e considera duas fases: a dos homens e a de Deus. Durante as etapas, os órgãos da Igreja estudam a vida do venerável, analisando seus escritos, ensinamentos e testemunhos de conhecidos. A santidade é declarada após a comprovação de dois milagres.

 

Na beatificação de Champagnat, em 1955, dois milagres foram atribuídos a ele: a cura de cânceres no pâncreas e fígado da senhora Giorgine William Grondin, nos Estados Unidos, e a cura de meningite aguda do jovem Jean-Antoine Ranaivo, em Madagascar. A finalização do processo de canonização, em 1999, se deu a partir da cura de histoplasmose pulmonar do Ir. Heriberto Weber, no Uruguai.

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