Maristas apelam pelo fim dos conflitos no Oriente Médio

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O Instituto Marista fez um apelo público por um cessar-fogo definitivo no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem vitimado diretamente a população de mais de 10 países na região do Oriente Médio, incluindo o Líbano — alvo de bombardeios israelenses.

 

Desde os primeiros ataques ao Líbano, mais de 1.500 pessoas perderam a vida, entre elas, mais de 130 crianças, e mais de 450 crianças ficaram feridas. No total, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas, devido ao movimento de fuga das famílias libanesas, que são obrigadas a sair dos seus locais em busca de segurança.

 

Em meio a esses desafios, a presença marista no Líbano continua sendo uma fonte vital de estabilidade e apoio para as populações locais e as famílias afetadas pela guerra. A comunidade marista de Beirute, pertencente à Província Mediterrânea, administra duas escolas: o Collège Mariste Notre Dame de Lourdes de Jbail-Amchit e o Collège Mariste Champville. Os maristas também estão presentes em Rmeileh, onde se desenvolve o Projeto Fratelli, fundado em 2016 em conjunto pelos Irmãos Maristas e pelos Irmãos de La Salle.

 

“Com três comunidades de Irmãos Maristas no Líbano, duas escolas e o Projeto Fratelli, um programa especial destinado a refugiados e outras crianças deslocadas, o Instituto dos Irmãos Maristas pede a cessação de todas as operações militares no país”, declarou em nota o superior-geral do Instituto, Ir. Peter Carroll.

 

A manifestação dos maristas faz eco à voz da Igreja e ao discurso do Papa Leão XIV, que clamou pela paz no mundo:

“Não podemos nos acostumar com a guerra como companheira normal da história humana. Basta! É o grito dos pobres”.

 

O Instituto reforça, em sintonia com a missão educativa e evangelizadora que o move, o compromisso com os apelos da Igreja, concretizados em ações que buscam a cassação imediata das hostilidades em todos os territórios em conflito; o diálogo desarmado e desarmante; a promoção de ajuda humanitária; a denúncia da indústria armamentista; a promoção da justiça e da reconciliação; o desarmamento cultural e da linguagem; e a educação para a paz, justiça e solidariedade.

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