Coluna Vocacional: Festa Junina e Dia de São Marcelino Champagnat

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Artigo escrito por Carlos Daniel Gomes (Pré-postulantado)

 

O processo formativo marista é marcado por experiências significativas que iluminam a caminhada vocacional e contribuem para a construção da identidade do religioso que aspiramos ser. Indagado a refletir acerca dessa premissa, destaco a participação dos formandos nas festas juninas da Escola Marista Champagnat de Terra Vermelha e do Colégio Marista Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, bem como a celebração comunitária do Dia de São Marcelino Champagnat.

 

As festas juninas, além de constituírem importante manifestação cultural brasileira, representam expressão viva da fé popular, na medida em que celebrar São João Batista é reconhecer a riqueza das tradições religiosas que moldam a identidade de nossas comunidades.

 

Dessa forma, participar dessas festividades permitiu aos pré-postulantes experimentar a proximidade com as pessoas, valorizar as expressões culturais de nosso povo e compreender a importância da evangelização que respeita e dialoga com a cultura local. É uma maneira de fomentar e fazer memória em nossos corações do ardor da fé e da piedade de nosso povo; é perceber, no processo formativo, uma dimensão preciosa: a identidade histórica que carregamos e a construção de nossas crenças.

 

Outro momento de grande relevância foi a celebração do Dia de São Marcelino Champagnat, nosso pai fundador. Celebrar e fazer memória de sua vida e missão em comunidade permitiu-nos revisitar as motivações que nos sustentam. Significa renovar o compromisso com os valores que inspiram nossa caminhada vocacional e fortalecer o desejo de seguir os passos dele. Mais do que recordar fatos históricos, a celebração foi um convite à renovação do compromisso com a missão marista, à vivência da espiritualidade apostólica e ao cultivo das virtudes que caracterizam um Irmão marista: simplicidade, humildade, modéstia, espírito de família, amor ao trabalho e presença junto às crianças, aos adolescentes e aos jovens, principalmente àqueles mais vulneráveis.

 

Diante dessas experiências, os acontecimentos vividos durante o mês de junho contribuíram significativamente para o discernimento de nossa vocação. As festas juninas e a celebração do Dia de São Marcelino Champagnat favoreceram o fortalecimento da identidade marista, o aprofundamento da espiritualidade e o crescimento no sentido de pertença à comunidade e à missão. Assim, a formação revela-se como um caminho construído não apenas por meio de estudos e de reflexões, mas também pelas experiências concretas que nos permitem reconhecer, confirmar e amadurecer o chamado de Deus em nossas vidas.

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