Aniversário da beatificação de Champagnat recorda missão e santidade do fundador

Aniversário da beatificação de Champagnat recorda missão e santidade do fundador

No dia 29 de maio, celebra-se o aniversário da beatificação de Marcelino Champagnat, fundador do Instituto Marista, ocorrida em 1955 na Basílica São Pedro, no Vaticano. O evento, presidido por dom Federico Cardeal Tedeschini durante a solenidade de Pentecostes, reuniu cerca de 600 Irmãos Maristas de 35 países para testemunhar a proclamação de Champagnat como beato pelo papa Pio XII. A beatificação coroou um processo iniciado em 1886, com a introdução da causa pelo papa Leão XIII em 1896, reconhecendo oficialmente a heroicidade das virtudes do fundador que, décadas antes, dedicara sua vida à educação evangelizadora de crianças e jovens.

 

A beatificação de Champagnat foi um selo público de aprovação à obra que ele iniciou na França, há 208 anos. Para a Igreja, elevar Champagnat aos altares era exaltar também a missão dos Irmãos Maristas, uma vida religiosa de humildade, simplicidade e serviço. A partir desse momento, a vocação marista ganhava maior prestígio, mas também uma renovada responsabilidade: viver de forma mais autêntica o ideal do fundador e, sobretudo, cultivar novas vocações que garantissem a continuidade do carisma marista.

 

O caminho até a beatificação foi marcado por exumações, estudos dos escritos, investigações sobre fama de santidade e, sobretudo, a comprovação de milagres: a cura de Georgina Grondin, nos Estados Unidos, em 1939, e de João Ranaivo, em Madagascar, em 1941. Em meio à solenidade, a imagem de Champagnat, descoberta com o levantamento do véu no esplendor da Glória do Bernini, foi recebida com aclamações emocionadas por milhares de fiéis e Irmãos presentes, alguns deles vindos de terras distantes.

 

O impacto da beatificação foi sentido em cada comunidade marista no mundo. Enquanto Roma celebrava com grandiosidade, em casas de formação, colégios, escolas sociais e comunidades, Irmãos e leigos se uniam em oração e ação de graças, conscientes do significado profundo daquela elevação. A figura de Champagnat, antes vista como exemplo estritamente institucional, tornava-se agora um modelo universal de santidade e dedicação à educação cristã.

 

Em meio ao reconhecimento e às celebrações, líderes do Instituto alertavam para o risco de um “orgulho estéril”, lembrando que a santidade de um fundador só tem sentido se se traduzir no fervor renovado de seus filhos espirituais. Como disse à época um dos Irmãos, a beatificação não era uma simples “condecoração” e, sim, uma missão: ser digno do fundador, imitando-o na entrega, no zelo e na humildade. Champagnat havia sido glorificado; cabia agora aos maristas mostrar-se à altura desse chamado.

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