Em 21 de agosto, o casal de leigos maristas Laura Patrícia De la Maza Borja e Márcio Sampaio de Paula deixou Januária (MG), depois de concluir a missão na Comunidade Marista Nossa Senhora de Guadalupe, e seguiu para Lilongwe, capital do Malawi, para integrar uma nova comunidade internacional. A partida decorre de nomeação do Conselho Geral do Instituto Marista, após experiência anterior no projeto Lavalla200 em Tabatinga (AM), e visa fortalecer a solidariedade e o voluntariado marista junto a populações em vulnerabilidade.
“Com muita alegria e satisfação, terminamos nosso tempo de missão na comunidade marista de Januária (MG). Uma experiência muito profunda de vida comunitária e de missão educacional e pastoral, que proporcionou aprendizado no âmbito humano, espiritual e intelectual”, afirmaram.
A despedida ocorreu na Escola Marista Guadalupe, durante a última atividade com educandos. “Foi emocionante e gratificante. Tivemos um teatro sobre a vocação de Jeremias, uma dança de balé e a mesma canção interpretada pelo coral de alunos. Dentro da apresentação, alguns estudantes prepararam homenagem”, relataram. Houve também um momento de despedida organizado pela comunidade: “Vamos sentir saudades dessa comunidade aconchegante e acolhedora, que guardaremos sempre”.
A vida comunitária mista em Januária deixou marcas. “Encontramos pessoas abertas e dispostas a caminhar conosco. O que mais nos marcou foi nos sentirmos parte da comunidade, e não visitas.”
O eixo da missão esteve no voluntariado marista. “Viver o voluntariado é muito importante; significa estar a serviço de outras pessoas. Vivê-lo a partir do carisma marista é servir do jeito de Maria, com disponibilidade e atenção aos mais necessitados.” No acompanhamento a crianças em vulnerabilidade, o casal destacou resultados concretos: “Conseguimos aproximá-las, trabalhar com elas, fazê-las se sentirem valorizadas e conscientes de que são capazes. A beleza está em fazer algo sem buscar recompensa ou reconhecimento, mas, sim, porque vimos necessidade de ajudar por meio de arte, teatro, dança e música”.
Sobre a nova etapa, os missionários explicaram o envio: “Nossa ida para o Malawi foi uma nomeação do Conselho Geral. Tendo terminado o contrato de três anos em Tabatinga, o Conselho nos propôs a ida à nova comunidade no Malawi. Sabemos que será desafio, mas contamos com a graça de Deus para continuarmos vivendo o carisma marista em meio aos povos africanos”.
Em Lilongwe, a comunidade será composta por dois Irmãos maristas de Ruanda e Chade, uma leiga malawita e o casal. “Atuaremos de forma mais direta em um campo de refugiados nos arredores da cidade. Há possibilidade de apoiar a pastoral de um colégio localizado no centro. Como comunidade nova, definiremos juntos o campo de ação missionária.”
Os desafios já estão mapeados. “Teremos desafios culturais, linguísticos, climáticos e relativos à vivência da espiritualidade. A princípio, falaremos inglês; a língua local é o chichewa. Se necessário, vamos aprendê-la.” O caráter inédito também motiva: “Como casal missionário, seremos os primeiros na região a viver com Irmãos. Como casal, seremos suporte um para o outro e para a comunidade”.
A mensagem final reforça o convite à cultura vocacional: “Vale a pena concretizar sonhos e chamados. Apesar de dúvidas e hesitações, a gratidão é a recompensa. Não tenham medo de arriscar para tornar realidade seus sonhos”.