Comunidade Marista de Aparecida de Goiânia alia vida religiosa e ação social

Comunidade Marista de Aparecida de Goiânia alia vida religiosa e ação social

A Comunidade Marista de Aparecida de Goiânia – Madre Germana foi fundada no ano seguinte à inauguração do Centro Marista Divino Pai Eterno (Cemadipe), unidade social da PMBCN, em 2001. O Marista  chega a essas terras ao entender a necessidade de oferecer educação de qualidade e evangelizadora para o Setor Madre Germana, que era novo na região de Aparecida de Goiânia, uma vez que foi criado para a habitação de famílias carentes. Muitas delas viviam à beira do rio. Nesse contexto, surge a comunidade, que fica instalada no mesmo terreno da escola social.

 

Atualmente, constituem a comunidade os Irmãos Carlos Alexandre Pereira Maraes, que coordena a pastoral da unidade, composta pela Pastoral Juvenil Marista (PJM) e pelo Núcleo de Animação Vocacional (NAV); Julianderson André Ramos da Silva, atual diretor do Cemadipe; e Vitor Pravato, coordenador e ecônomo da comunidade e coordenador do Projeto Jovem Montagne.

 

Segundo o Ir. Vitor, o objetivo da comunidade é “conduzir a missão marista no Cemadipe e no Projeto Jovem Montagne, como também ser presença na Igreja local e na Regional Goiânia da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB)”.

 

A vida comunitária segue ritmo semelhante ao das outras comunidades da Província. Às manhãs, ocorre a oração. Às segundas-feiras, a oração se dá com os professores. Já às quintas-feiras, celebram a missa. As atividades da escola ocorrem de segunda a sexta. Às quintas e sextas-feiras à noite, os Irmãos atendem demandas relativas aos projetos pastorais da unidade. Aos sábados, é tempo para atividades da CRB e da paróquia local e para celebrações nas comunidades eclesiais. Aos domingos, há um almoço comunitário fora da casa, oportunizando o lazer.

 

A história da Comunidade de Aparecida de Goiânia está ligada profundamente à missão marista de tornar Cristo conhecido e amado entre crianças, adolescentes e jovens, sobretudo, os mais vulneráveis. O Ir. Vitor explica: “A missão de cuidar das crianças e jovens neste lugar foi marcada pelo sofrimento e a esperança. Algumas famílias não tinham condições dignas para viver e viam nessa obra social um espaço de refúgio e conforto. Enquanto a nossa escola recebia os adolescentes e as crianças, as famílias procuravam o nosso serviço social para ajudar nos encaminhamentos das políticas públicas já existentes”.

 

A casa da comunidade está inserida no mesmo terreno que o Cemadipe, pois ambas “respiram o mesmo ar”. São expressões concretas do que sonhou Champagnat para o modo que os Pequenos Irmãos de Maria deveriam evangelizar. É nesse espaço onde a educação evangelizadora marista se traduz como unidade de educação infantil para cerca de 600 crianças de 3 a 5 anos de idade. Destaca-se, ainda, o trabalho feito com 120 adolescentes da Banda Marcial Cemadipe, que engaja a juventude da região para a vivência, o consumo e a produção de arte e cultura.

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