Em 3 de julho de 1998, Vaticano reconheceu milagre que canonizou Champagnat

Em de julho de Vaticano reconheceu milagre que canonizou Champagnat

Em 3 de julho de 1998, foi promulgado o decreto sobre o milagre atribuído ao, então, à época, beato, Marcelino Champagnat. No mesmo ato, foram proclamados mais 13 decretos sobre milagres para beatificações, heroicidade das virtudes e martírio. Na audiência, estiveram presentes os Irmãos Gabriele Andreucci, postulador da causa, Seán Sammon, vigário-geral, e Henri Vignau, conselheiro-geral.

 

O Ir. Heriberto (Heinrich Gerhard Weber) nasceu em Essen, Alemanha, em 19 de março de 1908. Em 30 de abril de 1930, tornou-se exilado no Uruguai, junto a outros Irmãos alemães, devido às dificuldades do país. No Uruguai, foi professor de ensino primário e depois do secundário. Foi também diretor de colégios e superior de comunidade.

 

Em de julho de Vaticano reconheceu milagre que canonizou Champagnat

 

Em maio de 1976, começou a apresentar febre alta e fortes dores na coluna vertebral que o obrigaram a sair de atividade. Os médicos diagnosticaram o problema como “neoplasia primitiva desconhecida, com metástase nos pulmões” — câncer.

 

Em 13 de julho do mesmo ano, o superior provincial do Uruguai solicitou aos Irmãos da Província, junto aos seus alunos, o início de uma novena para pedir, por intercessão de Marcelino Champagnat, a cura do Ir. Heriberto.

 

Ao final da novena, o enfermo sentiu melhora súbita e imprevisível. As radiografias feitas na data revelam que os sinais de doença haviam desaparecido. Então, o Ir. Agustín Carazo, postulador-geral na ocasião, iniciou o processo informativo diocesano sobre o suposto milagre de cura.

 

O caso foi submetido ao estudo da Junta Médica da Congregação Vaticana para as Causas dos Santos. Em 1º de abril de 1993, os médicos solicitaram a ampliação da documentação para estabelecer o diagnóstico com precisão. Assim foi feito e, em 25 de novembro de 1993, a Comissão Médica concluiu ao negar o caso como cura milagrosa, por conta das dúvidas persistentes sobre o diagnóstico.

 

Em 28 de fevereiro de 1995, o Ir. Gabriele Andreucci, novo postulador-geral da Causa, solicitou ao grupo avaliador a reapresentação do caso à Junta Médica para a revisão. Estudada novamente a cura, os médicos definiram a enfermidade como “infecção pulmonar grave, caracterizada por disseminação medular bilateral, com marcada insuficiência respiratória, em um paciente com gravíssimas complicações por seu estado geral”. Ao perceberem que a cura foi muito rápida, completa e duradoura, concluíram que o caso era cientificamente inexplicável. Em 20 de fevereiro de 1998, o milagre, ainda suposto, foi estudado pela Comissão de Teólogos e, finalmente, em 21 de março de 1998, o Ir. Benito Arbués, superior-geral, pôde anunciar o resultado favorável.

 

Em entrevista concedida ao Ir. Lluiz Serra, o Ir. Gabriele Andreucci apresentou detalhes do processo: “Um belo dia, chegou a seguinte comunicação da parte da Sagrada Congregação: ‘Vocês têm um processo de validez jurídica. Desejam continuar, apresentando a Positio ou o retirá-lo?’. Senti a voz de Deus que me pedia que continuasse, e apresentei a ‘Situação sobre o Milagre’, sabendo que o reconhecimento do milagre era difícil, mas que não se pode perder a coragem diante da adversidade”.

 

O último passo foi a aprovação pela Comissão de Cardeais e Bispos, realizada em 2 de junho de 1998. O Papa João Paulo II determinou, enfim, a data da canonização: 18 de abril de 1999. Marcelino Champagnat receberia o título de Santo.

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