Com o fim do mês de maio, dedicado de maneira especial às mães e também a Maria, a Boa Mãe, a família marista volta o olhar para mulheres que ajudam a sustentar muitas vocações: as mães dos Irmãos Maristas. Entre saudades, oração, orgulho e entrega, elas acompanham os filhos que escolheram dedicar a vida à missão, à evangelização e ao cuidado com os jovens.
No carisma marista, falar de maternidade é voltar o olhar para Maria. Mulher do “sim”, que acolheu com confiança o chamado de Deus e entregou a própria vida à missão de gerar e acompanhar Jesus, ela se tornou, para São Marcelino Champagnat, inspiração de presença, ternura e cuidado. Champagnat confiou a ela o Instituto Marista desde os primeiros passos e a reconhecia como Boa Mãe, aquela que sustenta, protege e conduz a missão.
A espiritualidade marista também nasceu marcada pela presença materna dentro da própria casa de Champagnat. A mãe do fundador, Maria Teresa Chirat, teve papel fundamental na formação humana e cristã do filho, ensinando-lhe os valores da fé, da solidariedade e da confiança em Deus.
Ainda hoje, a presença de Maria continua viva na caminhada marista por meio de tantas mães que acompanham os filhos na vocação religiosa. Mulheres que vivem, à própria maneira, a experiência da entrega, da confiança e do amor. Mães que aprendem a lidar com a saudade, mas também descobrem a alegria de ver os filhos dedicando a vida à missão, à evangelização e ao serviço aos jovens.
Neste Dia das Mães, algumas delas partilharam o que significa ser mãe de um Irmão Marista.
“Ser mãe de um irmão Marista é muito gratificante. É um sentimento incomparável”, resume Dona Verônica Rodrigues, mãe do Ir. Jarbas Rodrigues de Sousa. Para ela, a caminhada do filho é motivo de gratidão a Deus, à Boa Mãe e à Congregação.
Dona Inês Barbosa, mãe do Ir. Cassiano Lima, destaca a alegria de ver o filho feliz na missão. “Hoje, o Cassiano realiza sua missão trabalhando em comunidade, e isso traz muita alegria para o meu coração.”
Nos depoimentos, a saudade aparece muitas vezes acompanhada da confiança. “A gente sente falta, queria ter o filho mais pertinho”, recorda Dona Neusa da Silva, mãe do Ir. Renato Augusto da Silva. “Mas, depois, a gente vai entendendo que esse é o caminho dele e que Deus vai cuidando de tudo.”
A mesma experiência é lembrada por Dona Maria Aparecida Lima, mãe do Ir. Luiz Carlos Lima. “Quando ele saiu de casa, senti muito a solidão e a saudade. Mas hoje vejo que ele está feliz vivendo essa vocação, e isso também traz felicidade para o nosso coração.”
Para Dona Izabel Alice, mãe do Ir. Leonardo de Faria Stoch, os sinais da vocação apareceram ainda cedo. “Desde pequeno ele já dava sinais de que seria um religioso”, conta. “Tenho muito orgulho de ele ter seguido a vida religiosa.”
Os relatos também revelam histórias marcadas pela perseverança. Sra. Cíntya Brito, mãe do Ir. Gabriel Brito Costa, recorda que a caminhada do filho enfrentou muitos desafios. “Ver meu filho hoje como Irmão Marista é a prova da ação do Espírito Santo”, afirma.
Dona Maria Dantas da Silva, mãe do Ir. Jair Emerson da Silva, lembra que a família inicialmente ficou insegura diante da decisão do filho ainda muito jovem. “O coração ficou apertado. Mas ele tinha muita certeza da vocação, e decidimos apoiar.”
Entre os testemunhos, Dona Eunice Pereira de Souza, mãe do Ir. José de Assis Elias de Brito, resume o amor de mãe em palavras simples e profundas: “Para mim, ele não foi só um filho, foi um sonho que Deus me deu.” Ela também recorda o carinho que o filho sempre despertou nas pessoas desde a infância e a alegria de acompanhá-lo na vocação.
Ser Mãe Marista é aprender diariamente a confiar. É sustentar a vocação dos filhos com oração, carinho e esperança. É descobrir que, mesmo diante da saudade, existe também a alegria de vê-los dedicando a vida ao serviço, à evangelização e ao cuidado com os jovens.
Neste mês das Mães, a Província Marista Brasil Centro-Norte agradece a cada mãe que, à maneira da Boa Mãe, acolhe, acompanha e confia. Mulheres que ajudam a sustentar a missão marista com a força da fé, da ternura e da esperança.