Segurança pública: um compromisso de todos, por Ir. Davi Nardi (FMS)

Segurança pública um compromisso de todos por Ir Davi Nardi (FMS)

A segurança pública voltou a ocupar o centro do debate nacional. O aumento da violência urbana, as crises do sistema prisional e a sensação generalizada de insegurança atravessam o país de norte a sul. O Espírito Santo não está fora dessa realidade. Na região de Terra Vermelha, por exemplo, onde os Irmãos Maristas mantêm uma unidade educacional, a questão da segurança tem se tornado desafio constante e fator que interfere diretamente na convivência comunitária.

 

A insegurança que sentimos diariamente não pode ser compreendida apenas como resultado da criminalidade ou da falta de policiamento. Ela é, sobretudo, reflexo de um problema mais profundo: a desigualdade social, o enfraquecimento das políticas públicas e a ausência de formação cidadã sólida. Combater a violência requer mais do que reforçar o aparato policial — exige investir na educação, na justiça social e na construção de valores humanos.

 

É nesse ponto que os ideais de São Marcelino Champagnat, fundador do Instituto Marista, tornam-se especialmente atuais. Champagnat acreditava na importância de formar “bons cristãos e virtuosos cidadãos”, ou seja, pessoas comprometidas com o bem comum, com o respeito e com a solidariedade. Essa visão é um caminho valioso para pensar a segurança hoje: uma sociedade será verdadeiramente segura quando cultivar cidadãos conscientes, responsáveis e atentos ao cuidado com a vida em todas as suas dimensões.

 

Portanto, a segurança pública deve ser entendida como responsabilidade coletiva. Não se trata de vigiar e punir, mas de educar e incluir. É preciso que o poder público, as escolas, as famílias e as comunidades caminhem juntos na promoção de uma cultura da paz. Somente quando houver respeito, dignidade e responsabilidade compartilhada é que poderemos falar em uma segurança que nasce da convivência e não do medo.

 

O desafio é grande, mas possível. A verdadeira segurança começa quando cada cidadão compreende que proteger a vida — a sua e a do outro — é um ato de amor e de justiça. E, como nos ensina São Marcelino Champagnat, é na educação e na solidariedade que se constroem as bases de uma sociedade realmente segura e humana.

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