O Dia do Marista, celebrado em 15 de agosto, recorda a solenidade da Assunção de Maria, padroeira do Instituto, e inspira a renovação do compromisso de viver sob o olhar da Boa Mãe. Para marcar a data, representantes de diferentes frentes da PMBCN responderam a pergunta: “como ser esperança no mundo atual?”. A seguir, separamos trechos dos depoimentos.
Para Lúcia Alves Souza, leiga e analista de Espiritualidade da PMBCN, ser esperança é um exercício de resistência diante dos desafios da vida cotidiana: “Não se trata de um olhar romântico, mas de acreditar que podemos encontrar caminhos com coragem e paciência. A esperança se renova quando vejo pessoas que sonham e se mobilizam pelo bem coletivo. Há gente boa fazendo muito com pouco, sem pedir nada em troca, e isso me dá forças para continuar apaixonada diante da vida”.
O agente vocacional da regional Norte, Heider dos Santos Lopes Costa, ressaltou que a esperança deve ser assumida como compromisso ético: “Em tempos de crises humanitárias e desigualdades, ser esperança é levantar a voz contra a indiferença e oferecer gestos concretos de justiça e misericórdia. Inspirados por Champagnat, aprendemos que não se pode ver uma criança sem desejar que ela conheça o amor de Jesus. A esperança é força, não ilusão; é compromisso que se revela em pequenas fidelidades, em escolhas pelas periferias, em gestos que tornam visível a ternura de Deus”.
Rafiza Camargo da Silva, assistente pedagógica do Aprova Marista Solidário de Vila Velha (ES), destacou que a educação é caminho privilegiado da esperança: “Champagnat dizia que, para educar, é preciso amar, e é nesse amor concreto que a esperança floresce. Cada incentivo dado aos alunos é um ato de fé em um futuro mais justo. Quando caminhamos lado a lado com jovens da periferia e mostramos que sua trajetória pode ir além das limitações, a esperança se concretiza. Acredito que todo jovem pode ser protagonista de um futuro transformador”.
Na visão do Ir. Vitor Pravato, superior e ecônomo da Comunidade Marista de Aparecida de Goiânia, a esperança está ligada à vida comunitária e ao sentido vocacional: “Nossa caminhada como povo de Deus só se realiza juntos. A cada criança e jovem que encontra oportunidades de crescer, a esperança se renova. A vida comunitária nos ensina que é na presença de Deus e na fidelidade ao carisma que encontramos luzes para prosseguir. Ser Irmão marista é também um caminho de esperança, sustentado pela ação do Espírito”.
Já para Marly Barbosa Fonseca, leiga marista da Comunidade de Campina Grande (PB), a esperança é fruto da experiência de vida e missão: “Desde a juventude, fui atraída pelo carisma marista e encontrei nele meu ideal de vida. Ser leiga marista é caminhar com comprometimento e entusiasmo, colaborando na catequese, no serviço de Animação Vocacional e na comunidade eclesial. Isso me faz mais humana e fortalece meu desejo de ser Igreja em saída. A esperança se concretiza quando penso em um futuro melhor para as crianças e os jovens que Deus coloca em meu caminho. Segundo Champagnat, ‘é fazendo os outros felizes que encontramos a nossa felicidade’”.